segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não espere eu acordar

Depois de muito tempo refletindo, e de muitas conversas com amigos e familiares, me decidi! Acho que um namoro não calharia de todo ruim, sabe? Eu não sou, realmente, aquela menininha de 16 anos que cederia à qualquer charminho e birra proveniente de ciúmes bobo. E não seria muito diferente do que nós já estamos vivendo, a famosa frase: “Já estamos envolvidos”.

É como se eu tivesse dormindo, de toda a dor que um dia eu senti da decepção que um famoso idiota com codinome “Ex” causou na minha pessoa. Um sono gostoso, daqueles que a gente baba no travesseiro, mas limpo, sem sonhos, aqueles que a gente acorda bem descansado. Aí você apareceu... não direciona muito minha mente se será um sonho ou pesadelo, só sei que estou sonhando com você. É que nem aqueles sonhos que não tem nem pé nem cabeça. Aqueles quando você está numa casa nada-a-ver, mas sabe que é a sua casa. Ou quando é alguém mesmo, que não se parece nada com ela na realidade, e temos a convicção de que é, ou de que pelo menos representa.

Aí começa essa sensação ruim, essa tão famosa que faz pessoas que não se aturam mais, ficar tanto tempo juntas: o apego. O meu grande pesadelo. O meu “buggyman” sim. Ele que me assombra todas as noites. Odeio a idéia de que dependemos da atitude alheia para sermos felizes, ou “salvar o dia”.
E assim, você ruma meu sonho para um pesadelo. Não perturbe meu sono se não vai me fazer sonhar. Não espere eu acordar e coçar os olhos tirando a última remela de alívio por ter acordado. Não espere eu dormir de novo para tentar me fazer sonhar.

Estou dormindo, e espero que você provoque mais em mim, que acordar pela manhã, com apenas a memória de uma noite que eu esperava mais.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amor Clichê

Não sei mais se sei viver um namoro clichê, daqueles pra colocar “Em um relacionamento sério” no facebook, apresentar pra família e andar de pedalinho na redenção.

A gente vive esse amor uma vez só, e quando termina, percebe o quanto se foi patético. Enquanto envolvidos, pensamos ser os únicos no planeta sentindo aquilo, que ninguém no mundo sabe a sensação de ser correspondido, e que o nosso amor é “one of a kind”.
A verdade é que esse tipo de relacionamento serve muito bem pra primeiro amor de garotinhas de 15 anos, mas quando muda o dígito na frente da idade, procura-se outros amores.
Talvez não seja bem a palavra ‘amor’ que procuro, talvez seja mais uma companhia, alguém que esteja por perto quando eu sentir aquela carência pré-menstrual de me grudar em alguém quando quiser assistir rose red pela 19ª vez. Alguém que me ligue pra contar o dia de vez em quando, e me leve no cinema pra ver um filme idiota e dar uns amassos. Namorar não, namoro é contrato, é prisão, é algemas. –Oi amor, eu vou ali no super comprar erva de chimarrão que acabou, depois vou passar na fê pra conversar com ela, e umas 17h12min eu chego em casa pra entrar no MSN e falar com você. NÃO! Não pretendo manipular meu dia inteirinho novamente pra alguém estar a par do meu dia. FODA-SE se eu quiser ir até o parcão pra comer um açaí sozinha por que deu na telha, ou convidar aquela vizinha pra ir junto que a gente nunca fez nada junto. Namorado nunca entende as novas amizades “-Mas tu nunca quis sair com ela”..E daí? Hoje deu vontade.

A imprevisibilidade do final de semana me conquistou. Para os comprometidos, chega a sexta feira, um vai pra casa do outro, passam no Zaffari, compra-se algumas barras de chocolate, uns salgadinhos, pringles e quem sabe um vinho pra esquentar, e passa-se o final de semana inteiro em baixo das cobertas. Enquanto os solteiros estão decidindo qual festa vão ir. Ok. Sei que você vai pensar: Toda festa é igual, um monte de pessoas fúteis, se fazendo, pessoas bêbadas caindo pelos cantos e você vai pra casa fedendo a cigarro, com o cabelo igual o da lady gaga, e sem falar na maquiagem de panda. O que as pessoas não realizam é que o que faz uma festa valer são os amigos. A vida tem seus momentos, os amigos são a melhor parte. O lubrificante social faz você se tornar a melhor amiga de desconhecidos, ou seja, literalmente tudo pode acontecer.

Não sei mais se sei viver um namoro clichê. Sempre critiquei essas pessoas que diziam “Pra quê rotular um sentimento?” E eu sempre pensei: “Idiota, ele te convenceu disso porque não quer te assumir”. Talvez até seja isso, se me apaixonar de novo por alguém que me faça mudar de pensamento, eu coloco “Em relacionamento sério” no facebook. Mas por enquanto vou curtindo minhas amigas, sem hora marcada pra chegar em casa, podendo esquecer o celular em casa uma vez ou outra sem causar a 3ª guerra mundial.