sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cuide bem da sua coca-cola

Quem tem alguém, sabe o risco que corre. Toda a confiança, os medos divididos e seu dia-a-dia que deposita em alguem, um dia vai faltar.

Será que tem como fazer uma poupança de amor? depositar lá todo mês aquela sobrinha de amor que transborda, em vez de fazer mal se transformando em ciume e desconfiança?
Um auxilio des-amor.
Por que tanta certeza? Todo amor tem um fim. Como diria Gabito Nunes>: "A manhã seguinte sempre chega" ou o "morning period" tão bem descrito pelos americanos.

Acredito que toda história tenha um fim, quiçá a morte. O que eterniza, bem... Não eterniza. O que pode parecer eterno são o que pessoas idealizaram ou contaram desse amor, mas muitos amores acontecem sem ninguem saber. Será que isso fez eles não serem eternos?
A eternidade é algo engraçado, a gente promete o "pra sempre" sem nem saber o que é. Como comprar uma casa em 15 trilhões de prestações, você não vai estar vivo para quitá-la.

Queria que fosse possível deixar um legado. Queria deixar aqueles futuros amores pendentes me esperando, amigas festeiras de plantão, e se não for pedir muito, um pouquinho de todo aquele amor que tanto sobrou no passado.

Parece praga de mãe, quando a gente desperdiça coca-cola, aí chega em casa com aquela vontade, e só tem aquela água com gosto do suco que estava na jarra antes. Todo aquele amor que um dia foi demais, que não coube na gente, acabou! e só sobrou aquilo sem graça; a saudade da coca-cola...

Amor demais entra em falta depois.

Tudo em excesso enjoa, acaba rápido ou satura. Com o amor não é diferente. A água, mesmo essencial à flor pode afogá-la. O amor também afoga, e depois resseca.

Queria que fosse possível deixar um legado:
Amar de mais engorda. Amar demais satura. Amar demais acaba.

Cuide bem da sua coca-cola.

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